Paulistão, clássico na Vila e arbitragem

O Campeonato Paulista começou para o Corinthians no dia 17 de Janeiro, quando o Timão empatou em 1 a 1 com o Monte Azul, estreante na Série A1. Tudo bem, desconto de começo de temporada para o alvinegro e uma ajudinha extra da arbitragem ao adversário, cujo único tento marcado foi de forma irregular.

Do início do campeonato até agora, o termo mais recorrente no Parque São Jorge foi  ‘rodízio’, que serviria para definir o elenco, quando na realidade os treinamentos é que tem por missão, também, essa definição, salvo engano. Enfim, veio a primeira vitória em casa, na segunda rodada, contra o Bragantino, por 2 a 1, embora o futebol apresentado não tenha arrancado suspiros. Na sequência, vitória por 2 a 1 sobre o Oeste; empate em 1 a 1 com o Mirassol; vitória por 1 a 0 no Derby; a primeira derrota, por 2 a 1, e a perda da invencibilidade para a Ponte Preta; a primeira goleada contra o Sertãozinho, 4 a 0; empate em 1 a 1 com a Portuguesa; vitória por 3 a 0 contra o Mogi Mirim; empate em 0 a 0 com o Rio Branco e então o jogo contra o Santos, já na 11ª rodada.

Diante dos adversários já citados, observa-se que o jogo contra o Santos seria mesmo o primeiro teste do ano para o Corinthians. O Derby foi muito legal, mas não conta, porque aquilo foi chutar porco cachorro morto. O Santos, por incrível que pareça, foi o primeiro time bem montado que esse Corinthians 2010 enfrentou e tudo que estava encoberto pelos resultados dos jogos até então apareceu, ontem, na Vila Belmiro.

Os excessivos rodízios de Mano Menezes comprometeram e muito o entrosamento do time, mas não foi só isso. Ontem, enquanto o Santos dava três toques na bola e saía livre na cara do gol, graças também às falhas de marcação do sistema defensivo corinthiano, o Timão levava quase o tempo de uma gestação para criar qualquer coisa. Não trabalhou a bola, marcou mal, armou pouco, criou quase nada e foi escandalosamente prejudicado pela arbitragem. Sim, deve-se falar da arbitragem, mas de maneira alguma deixar que ela ofusque, a exemplo dos resultados anteriores, as falhas e os erros do time que Mano Menezes tem treinado mal.

Esconder-se atrás do erro alheio não é coisa que um time, um Timão, centenário que se preze faça. Deve-se olhar para estes erros com atenção, porque o Campeonato Paulista já está na metade e a Libertadores já começou. A corrida agora não é só contra os adversários, mas contra o tempo e falta muita coisa nesse time para ser campeão.

Agora o capítulo à parte, a arbitragem, sempre ela. Foram sete cartões amarelos distribuídos para o time do Corinthians, dois vermelhos (um injusto), um pênalti inexistente, porém assinalado e que Felipe defendeu com maestria, fora outros lances discutíveis, como o suposto pênalti em Dentinho, as inversões de faltas e o fato do árbitro marcar todas as próximas da área santista e não utilizar o mesmo critério do outro lado.

Acontece que pior que a atuação do José Henrique de Carvalho é testemunhar ele ainda ser escalado para um jogo do Corinthians, que tanto prejudicou nesses últimos anos. Esse senhor é tão pilantra que já foi mencionado aqui nesse post dedicado às peripécias da Federação Paulista de Futebol. É aquele mesmo que conseguiu a proeza de atribuir dois cartões amarelos ao então volante do Guaratinguetá Magal e não expulsa-lo de campo, na partida contra o Corinthians, mesmo após ser informado sobre a gafe. Na ocasião, o árbitro foi punido pela FPF e cumpriu 15 dias de suspensão, mas logo voltou a figurar nos jogos do Timão. Ele apitou um clássico Majestoso e adivinha só? Teve expulsão corinthiana, reclamação e tudo como de praxe quando o dono do apito é José Henrique de Carvalho. E era ele quem estava escalado para apitar a semifinal do Paulistão 2009, contra o São Paulo, mas a diretoria corinthiana vetou. Agora ele ressurge, não por acaso em outro clássico, e o que poderia acontecer? Ora, o que estava previsto. Só que não adianta antever a tragédia e chorar na Federação depois.

Após o jogo deste domingo, contra o Santos, a diretoria do Corinthians se pronunciou sobre a arbitragem e até pediu para que o conhecido pilantra seja vetado dos jogos do time, mas os três pontos já ficaram na Vila, talvez até merecidamente, pois roubo à parte e mesmo que aquele quase gol que o Tcheco fez o favor de perder, já no fim do segundo tempo, tivesse entrado, como muitos pensaram na hora, o Timão jogou mal e não mereceu vencer. Menção honrosa só para Felipe, Jucilei, que melhorou o time quando entrou, e Dentinho, que fez grande partida, o único gol, e como prêmio foi substituído. Tem coisas que só Mano Menezes é que pode explicar.

Agora é torcer para que o lado bom dessa derrota, se é que existe algo de bom em perder um jogo como esse, sirva de lição e reflexão sobre o que ficou evidente no primeiro teste de verdade no ano. É hora de sacodir a poeira e arrumar a casa.

Com raça, vai Corinthians!



Fonte: Corinthians: Preto no Branco

Mais textos dos nossos colunistas

Comente o post do blog

  • Caracteres restantes: 1000
  • 1º. Espírito Corinthiano

    Prezada Larissa,
    boa noite.
    Na verdade, escrevo não para comentar o post acima. Escrevo para procurar, através também de você, um espaço recém-criado na Net: o Blog ESPÍRITO CORINTHIANO. Qual o mote do espaço?
    Espírito Corinthiano organizará e difundirá a Cultura Corinthiana contada através das canções. Canções um pouco famosas, outras raras. Como Corinthiano e músico, pesquiso há alguns anos as canções Corinthianas. Catalogadas eu tenho quarenta. Isso sem contar as versões sobre a mesma canção. O blog das Canções Corinthianas procura primeiro preservar para depois difundir democraticamente o conhecimento gerado através dos tempos pela música. É a nossa cultura: a Cultura Corinthiana. Todas as canções tem informações completas e link para Download. Procuro postar uma canção por semana, e o objetivo é que até o final deste 2010 todas as canções que possuo até o momento estejam lá. O Blog já começou e adoraria tua presença.
    http://espiritocori nthiano.blogspot.com
    Abraços Alvinegros.

    03/04/2010
    01h56
    Responder